segunda-feira, 25 de abril de 2011

XVIII EREEF...

A plenária cheia de gente;
Um monte de mente pensante...

e eu ali no canto, encolhida, esquecida, com os olhos ardendo, o corpo queimando de febre.


Passei quatro meses seguidos trabalhando incansavelmente.


Na hora de participar, de questionar, de aproveitar...eu fico doente! :(


Isso é tão revoltante!


Eu até conheci outros estudantes, companheiros de profissão...fiz compras no centro da cidade. Mas, dos verdadeiros debates eu estive ausente, mesmo quando estive presente.


Há uma terrível ditadura militar dentro de mim.


E os militantes permanecem num sono sem fim.


Nem sequer têm ânimo para sair, lutar ou curtir...


Só me resta ir embora, ignorar tudo isso aqui.



por Adrielle Lopes, em 21/04/2011 às 17:01

domingo, 17 de abril de 2011

É??? Ahhh(...) Ah? Éééé...(rsrs)


Eu a conheci em 2006.

O cenário? nada menos que a Emarc de Uruçuca!

A oportunidade? nada além do curso técnico de Turismo e Hotelaria!

Eu estava tão desacreditada, estava tão largada, tão desesperada...

E ela simplesmente apareceu com aquele nome tão parecido com o meu...

só mudam as iniciais: A/E

E foi isso que nos aproximou, mas não foi só isso que nos uniu...

Com Edriele eu aprendi tanto, inclusive a importância de uma amizade verdadeira

que suporta os stresses dos trabalhos, que suporta a ausência, que suporta a distância...

Que se alegra apenas com a existência!

É...a Edry é muito importante em minha vida!

Ah...eu nunca poderia me esquecer da minha Ninha, tão querida!

Se me perguntarem qual foi a melhor coisa que me aconteceu durante o tempo da Emarc, eu vou dizer...foi a conquista da amizade de Edriele...ultrapassou tantas barreiras e ainda assim continua viva, continua linda, continua verdadeira...

Eu a amo não apenas porque somos quase xarás, rsrsrsrs

Não apenas porque fomos colegas de curso...

Não apenas porque trabalhamos juntas...

Mas principalmente porque apesar de tudo isso, nossa amizade continua forte, firme e unida.

Ah é?

É. Ahhh!

rsrsrsrsrs

domingo, 27 de março de 2011

Adeus!

Eu estou me livrando de tudo que me faz mal.
Parei de tomar bebida alcoólica há 5 anos...

Muitos me disseram que isso era muito radical.

Parei de tomar refrigerante há 1 mês...

Alguns me disseram que isso não seria tão legal.

Parei de comer frituras há 2 semanas.

Garanto que isso é dispensável!

Agora me falta parar de pensar besteiras.

Me falta parar de falar asneiras.

Me falta parar de fazer tanta coisa...

Realmente eu deixei muitos vícios para trás.

Mas adquiri outros também prejudiciais.

Mesmo assim, eu pretendo me livrar desses rituais!

Estou decidida a cuidar melhor de mim...em todos os sentidos!

Embora o meu cotidiano seja uma confusão sem fim...em todos os aspectos!

Por isso, não adianta parar de tomar bebida alcoólica, nem parar de tomar refrigerante ou parar de comer frituras se eu não consigo dizer adeus a tudo que me tortura.

segunda-feira, 21 de março de 2011

1 ano depois...


A proposta de criar um blog era apenas analisar até que ponto as ideias do Humberto Gessinger me influenciariam...a começar pelo próprio nome do blog (drikahg).

Só pra início de conversa, até o 1ºano do Ensino Médio, Hg, representava apenas o símbolo do Mercúrio na tabela periódica (rsrs). Após um ano, meu amigo, Jailton, em São paulo, me apresentou a banda Engenheiros do Hawaii. Eu tinha 16 anos e só curtia Capital Inicial, Raul Seixas, Cazuza...nunca tinha sequer ouvido falar nesse negócio de Engenheiros do Hawaii.

O Primeiro disco que ouvi foi o 10001 Destinos. A música que me encantou: Concreto e asfalto. Retornei para a minha pacata cidade do interior da Bahia absolutamente fascinada pelas composições do 1berto Gessinger! paralelo a toda essa descoberta, conheci as obras da Clarice Lispector...e olha que irônico (ou seria pura coincidência?), ela é autora de um livro cujo título é: "A paixão segundo GH", novamente essas duas letras juntas. Essa e outras curiosidades me fez mergulhar mais a fundo nesses contos, nessas canções, nessas histórias. Então, notei que havia muita coisa em comum entre o Gessinger e a Lispector. Talvez tenha sido essa semelhança que me fez criar um blog que levasse no título as iniciais do Gessinger, mas, sempre me utilizando de uma percepção de mundo amparada pela ótica e pela transcendência introspectiva da Clarice Lispector.

Hoje, após um ano do primeiro post neste blog, tenho convicção de que não sou eu quem realmente escrevo...existe uma discípula do Humberto Gessinger e da Clarice Lispector que estão sempre em conflito, aqui dentro de mim...mas no fundo, estão sempre lado a lado. Se completando. Diante de toda esta irracionalidade, (ou seria radicalidade?), retomo uma frase da Clarice que diz: "Me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato". Certamente o Humberto responderia, se utilizando de uma frase na canção Esportes radicais: "Sentir com inteligência, pensar com emoção."

domingo, 13 de março de 2011

que a chuva traga alívio*

A terra seca que envolve meu pericárdio implora por água,
A terra estéril que habita o meu miocárdio pede irrigação há tempos...
A terra desértica em que se encontra meu endocárdio adoraria que chovesse por dias seguidos.
Porque às vezes só preciso de um pouco de silêncio e um copo de água pura, água da chuva, a mesma que desmancha, a mesma que aproxima, a mesma que se infiltra em qualquer canto, a mesma que tanto se deseja, que tanto alaga, que tanto se procura...
A chuva tranquiliza, harmoniza, ameniza, agoniza...
A chuva lava tudo, leva tudo, desfaz tudo...
A chuva que aqui, do lado de fora, para uns representa tanta tristeza, desamparo, frieza...pra mim, representa uma imensa beleza, ainda que eu esteja sozinha, descalça, andando no escuro, a chuva continua bela, um sinônimo de leveza!
Mas aqui dentro é tão difícil chover...
Nenhuma gota sequer...
O terreno está pedregoso
Não há sinal de chuva
Aqui dentro está tão perigoso...
Nem sei como estou conseguindo viver
Só fazendo uma forte oração para um santo milagroso!rsrsrs
Ah chuva que encharca as plantas lá fora...porque aqui dentro não molha?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

cheia de nada...


É cheia de sonhos.
Tem um monte de planos.
É cheia de metas.
Mas também tem vícios, virtudes e 400 objetivos!
É cheia de desejos.
Uma infinidade de defeitos...
É cheia de pensamentos positivos.
Mas também tem muitas ideias sem sentido!

Talvez ela seja só uma menina;
esbanjando uma confiança que fascina.
Talvez ela seja só uma pequena mulher
Mas que sabe sempre o que não quer.

Ela tem tantos sonhos, tantos planos...
Reconhece os infindáveis defeitos
sempre acredita na conquista do sucesso,
mas quase nunca no amor.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

in memoriam


Choveu o dia inteiro.

Um vazio imenso no peito.

O abraço apertado ficou largado no canto esquerdo.

As palavras encolhidas, sem destino, totalmente sem jeito.

Coincidência ou não, foi no mês de fevereiro:


9/2/2007 - O estágio em Ilhéus chegava ao fim, e eu retornava para Uruçuca. Eu precisava passar na Emarc para arrumar o ap e então voltar para minha cidade natal. Eu já estava pronta para seguir viagem, quando ele me ligou. Com a notícia do falecimento do pai dele eu desabei, desmoronei e chorei...embora não o conhecesse pessoalmente, eu o admirava, especialmente por ser o pai do meu melhor amigo. Não soube o que dizer. Não soube o que fazer. Então chorei a viagem inteira de volta para casa. Mas, a vontade que eu tinha era de ir voando para Porto Seguro e amparar aquele que tantas vezes fora o meu porto seguro.


17/2/2011 - Com a correria do trabalho eu só desejei-lhe bom dia. Ele me contou a situação. Eu tentei dizer que tudo se resolveria. Momentos depois, enquanto eu atendia uma das mães, nossa colega nos deu a notícia do falecimento do pai dele. Minhas mãos gelaram instantaneamente. Por instantes fiquei tonta. Pedi perdão à senhora que recebia atendimento. Passei o resto do dia atônita. Eu não o conhecia, mas aquele que me dissera que não havia possibilidade de ter amigos verdadeiros na universidade, perdera seu pai. Eu não sabia aonde morava, e não soube o que fazer, as lágrimas caíram dentro de uma cascata escondida na alma. Talvez ele estivesse certo quanto aos amigos universitários.


Clarice Lispector disse que "Viver leva à morte". Mas eu acredito que a morte também leva à vida, porque as pessoas permanecem vivas em nossas mentes. Os bons exemplos que elas deixaram, serão sempre lembrados e honrados. E os momentos juntos, esses serão sempre exaltados com saudosismo, é verdade, mas serão apreciados.


Aos pais dos meus amigos que se foram, embora continuem vivos em nossas memórias, inclusive na minha, que nem os conhecia pessoalmente.