sexta-feira, 20 de abril de 2012

Existe sim! ^^

Certa vez um colega da faculdade que admiro muito, me disse, ainda no 2º semestre do curso de Educação Física da UESB: "Não existe amizade verdadeira no espaço universitário." Fiquei pensando nisso por horas, dias, meses, e penso ainda hoje, beirando o último semestre...penso que ele estava totalmente equivocado! Inclusive, acredito que nem ele mais pense dessa forma!

Me identifiquei com Vaninha logo de cara, foi impressionante nossa sintonia: a gente conversava e não parava mais. Em seus olhos vi algo inexplicável... algo próximo àquilo que chamamos de sinceridade. E os olhos não metem... passamos não só a fazermos os trabalhos acadêmicos juntas, mas também passamos a estudar, trocar confidências, falar dos nossos sonhos, e enfim...surgiu um sentimento que não consigo descrever porque sinto vontade de chorar, e se eu choro, paro de pensar, afinal, eu não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo!rsrsrsrsrs

Então eu fico olhando nossas fotos (algumas se perderam no meio do caminho, que pena!) se eu pudesse voltar no tempo seria mais cuidadosa com essas fotos que, felizmente ainda guardo na memória. Mas, o que realmente importa é esse sentimento que só fez crescer e solidificar durante todo esse nosso percurso na Universidade.
Eu agradeço tanto à Deus porque eu e Vaninha tivemos a oportunidade de fazer parte da mesma turma na faculdade, pois a gente é a prova de que existe sim amizade verdadeira na universidade, lugar onde a competitividade impera, a inveja toma conta e se ignoram as questões humanas em detrimento do sucesso a qualquer custo, acima de tudo, e pra que?
Diante disso, sabe o que mais me surpreende com a amizade de Vaninha?

É que depois que a gente fez tanto trabalho juntas, depois que passamos horas e horas estudando para as provas e seminários, depois de participarmos juntas do Projeto SOLAZER, do projeto ATLETANDO, do estágio na Secretaria Municipal de Esportes, depois do nosso Estágio Supervisionado I na escola Fernando Barreto, depois de tudo isso, nós nos afastamos... não porque queremos, mas por conta das circunstâncias, tomamos caminhos distintos no transcorrer do curso... no entanto, isso não diminuiu um milésimo de segundo, não diminuiu nem um milimetro sequer do carinho, da admiração e do amor que sinto por ela.

Por isso que digo, com propriedade, que a nossa amizade surgiu no curso de Educação Física, mas vai perdurar por toda a eternidade, afinal o que é verdadeiro é conservado, é cultivado, é cuidado, é... e pronto! Não há mais nada o que dizer, só sentir...

Então, espero que a Vaninha sempre sinta essa admiração que tenho por ela, ainda que a gente fique dias sem se encontrar, dias sem se falar... pois, o que importa é que aqui dentro, do lado esquerdo do peito, bate um coraçãozinho que toda vez que pensa em Vaninha, sente uma emoção enorme e faz uma oração à Deus para que ela continue seguindo firme e forte na luta diária pela realização de seus sonhos.

Vaninha, obrigada por me ensinar que sim! que existe sim amizade sincera nascida no âmbito universitário. E... quando esse último semestre terminar eu vou olhar para trás e dizer com toda convicção: "Obrigada Deus, pela existência dessa amizade, que não terminará aqui, pelo contrário, existirá enquanto vivermos."

Já sinto uma saudade terrível de ti, Vaninha... e são tantas lembranças boas que minhas lágrimas insistem em jorrar! então vou deixar que agora elas falem por mim, porque o que eu precisava dizer, já está aí... o que fica agora são apenas lágrimas incontidas e a vontade daquele abraço acolhedor e sincero!
^^

terça-feira, 3 de abril de 2012

serviço do tempo!


Tenho andado preocupada com o tempo, com medo de não ter tempo, de não dá tempo...de não estar à tempo, à serviço do tempo!
Tenho corrido incansavelmente para cima do tempo, tenho gritado por seu nome, tenho me desesperado à sua procura...
Tenho sonhado com o tempo, com a efêmera passagem do tempo e suas consequências infáliveis, imagináveis, inalcansáveis, intoleváveis.

Sempre venerei o tempo...
Costumava dizer que o tempo é o Senhor de todas as coisas, de todas as criaturas, porque ele tudo cura, tudo cicatriza, tudo ameniza, tudo passa...
Mas, ultimamente tenho mantido muitas discussões com o tempo, que insiste em passar rapidamente por mim, e assim me provoca o tempo todo. Já não sei o que fazer com esse tempo.
Então, quando acordo o amanhã chegou e já é hora de seguir por outra estrada, um caminho há muito tempo tão esperado... e já está aqui, batendo na porta, só que eu ainda estou com os olhos recém abertos, os cabelos desalinhados e de pijama...
O que será que aconteceu durante esse tempo? o que foi que eu deixei passar? O que escapou das minhas mãos, da minha visão, da minha intuição?
Tempo...que me trouxe tantas realizações, e agora me deixa tão inquieta, tão confusa, tão insegura, tão ansiosa, tão inerte...
Tempo...que mudou meus planos, que remexeu meus contos, que me virou do avesso e me trasformou... me diz o que devo fazer para te ter de novo, para te entender, para voltar a te admirar e novamente te venerar, como sempre foi?!
Tempo, eu que sempre te conservei perto de mim, estou te implorando: por favor, fica mais um pouquinho comigo aqui... segure firme em minhas mãos, não passe tão depressa assim, toma mais uma dose, come mais um pedaço, tem mais um livro na estante para a gente ler, e ainda temos uma música antiga para ouvir, depois vamos dormir 8 horas initerruptas! há tanto tempo não fazemos isso... e era tão bom quando você me entendia, me atendia, me servia...
Te garanto que o contrário não está sendo recíproco!
^^

quinta-feira, 15 de março de 2012

na contramão*


Quando a maioria dos meus amigos cantava: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", eu repetia diariamente/incansavelmente: "Não vou ficar, fiz bandeira desses trapos, devorei concreto e asfalto";
Quando a maioria das mulheres que eu conheço queriam casar, eu queria viajar;
Quando todo mundo queria emagrecer, eu queria engordar, e agora que eu quero emagrecer...rsrsrs
De fato eu sempre estive do outro lado, sempre ao contrário, do lado oposto!

Demorei tanto para ingressar numa universidade, e agora, simplesmente não quero mais terminar o curso - como pode existir tamanha dualidade? Embora, tantas vezes eu tenha pensado em desistir da Educação Física, em largar tudo. Eu quis tanto morar em outro estado, ir embora para outro canto do mundo...
Mas hoje... tudo está diferente, apesar dos meus colegas de curso desejarem mais que tudo terminar logo. Eu, como sempre: do lado de lá, na contradição, "na contramão do que está por acontecer vou respirar com paciência"...

Eu não consigo, sequer me imaginar deixando esse espaço, demorei tanto para entrar e agora não quero mais sair. Então passei a devorar livros ao invés de concreto e asfalto, comecei a devorar debates, companhias, ideias, opiniões, imagens, texturas, sons, sabores...
Eu já sinto falta da Biblioteca Jorge Amado, do Ginásio, do Colegiado de Educação Física, do Auditório Administrativo, do (extinto) banquinho, do Auditório Wally Salomão, da sala do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação Física, Esportes e Lazer (NEPEEL), das salas 1, 2 e 3 do Ginásio, bem como a sala de dança e a sala de lutas, que ficam no mesmo prédio do Ginásio de Esportes da UESB, da Coordenação de Esportes, das salas do Centro de Aperfeiçoamento Profissional (CAP), das salas do Pavilhão Josélia Navarro, do Laboratório de Memória, da sala do Programa de Assistência Estudantil (PRAE), da Coordenação Setorial de Informática (CSI), da cantina de Bênia e até da cantina do Pavilhão Administrativo, do Departamento de Ciências Humanas e Letras (DCHL), do Núcleo de Ações Inclusivas (NAI), do Departamento de Saúde (DS), do Núcleo de Estudo em Atividade Física (NEAFIS), do Centro Interdisciplinar de Pesquisa Agroambiental (CIPAM), do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Extensão em Cuidados à Saúde da Família (NIEFAM), dos laboratórios de informática e...finalmente, do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Eu sei que é preciso "seguir viagem, tirar os pés do chão, viver à margem, correr na contramão"..
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, já estou sentindo sua falta, mas o Gessinger já disse: "Há um tempo certo para tudo, cedo ou tarde chega o dia". E eu mal posso esperar o dia de retornar! ^^

quinta-feira, 1 de março de 2012

Coisa incrível!


Não tinha motivos para acontecer...
Nem precisou!
Não tem explicação lógica para entender...
Nem adiantou!

Eu apenas contemplava sua inteligência, seus argumentos, sua determinação e
sua devoção pela transformação...
Juro que não sabia aonde essa admiração iria me levar, mas pra quê saber?
"A imaginação é mais importante que o conhecimento" - já diria Albert Einstein.

Me paro lembrando das orações que eu fazia para Deus pedindo alguém que bastasse ser fiel...
Deus foi mais generoso do que eu poderia imaginar: me trouxe um cara que além de tudo é Leal!

Então, nesse momento, eu só quero agradecer tamanha generosidade divina...
E como um filme de comédia, as imagens vão passando em minha mente, e a vontade de rir é proporcional a vontade de chorar, daí ambas se fundem, mas o que acontece na verdade, se reflete apenas nas mãos geladas...

Nem precisa explicar mais nada:

Que coisa incrível é continuar me apaixonando por ele, mesmo depois de 213 dias de namoro! ^^


domingo, 12 de fevereiro de 2012

humanidade avessa



Eu amo os bichos. Pensei em ser veterinárias umas 400 vezes.



Não adiantou, a Licenciatura em Educação Física entrou pelas portas do fundo e se alojou no canto esquerdo do peito.



Mas nada mudou: cada dia de minha vida, em cada aula planejada, em cada aula frequentada, e em cada aula apreciada/indesejada ali está a minha vontade de lidar com animais, aqueles seres tão julgados irracionais que só pretendem sobreviver.



Os seres humanos são tão difíceis de entender...olhe pra mim e o que estou dizendo você vai compreender...



Os bichos não, eles não reclamam nem do frio nem do calor. Não mudam constantemente o humor. Não se preocupam em ter que fazer qualquer coisa para conseguir dinheiro. Enfim, deve ser bem mais tranquilo, seguro e previsível lidar com os animais.



Tenho pensado na humanidade, na sua crueldade, na sua individualdiade, na sua irresponsabilidade. É...tenho pensado muito em mim. Definitivamente eu deveria ter mudado de curso em uma dessas 400 vezes em que desejei ser veterinária...agora já era: seres humanos me esperam, porque precisam ter seus corpos mudados, lapidados, estruturados, modificados, analisados, estudados...e por fim, vacinados contra toda essa hipócrisia que nós próprios criamos.


Então, mais do que nunca eu me imagino um cavalo marinho, fugindo das águas poluídas pelo cloro das piscinas naturais...agora, mais que nunca, eu penso: "A humanidade é o vírus do planeta". Vai tomar teu rumo, cavalo-marinho, segue sua rota...e deixa tudo isso para trás.






quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

bom senso


Vamos entrar num consenso?
não me diga o que eu penso, nem tampouco o que eu quero, o que eu devo...
não pretendo mudar teu comportamento... só tenho poder de mudar o que escrevo!

Vamos entrar num consenso!
de agora em diante vamos ficar mais distante.
Vou esquecer tudo aquilo que você considerar importante...

Vamos entrar num consenso...
quem sabe em breve nos entenderemos?
quando os anos passarem, os conceitos se transformarem...

Vamos entrar num consenso, vamos entrar naquele terreno, vamos adentrar em nosso pensamento, vamos abrir estes ferimentos, causar mais sofrimento e enfim olhar para trás e perceber que criamos um inferno.

Pensando bem, tô fora desse lance insano.
Somente os loucos decidem entrar em consenso
neste momento, eu só penso em me enterrar num canto...
bem longe do seu bom senso!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

gastrite nervosa


A monografia só começando,
um sonho se concretizando,
aulas re-começando, outras ainda em planejamento...
uma alimentação rica em lipídio,
trabalhos e pesquisas em andamento...

Isso me deixa com muita dor de estômago,
no âmbito do meu ser, em qualquer sentido
rodeando todo meu âmago, totalmente irrestrito...
perpassa o esôfago e chega até o centro do meu ventre reprimido.

Uma dor psicológica, uma dor crônica, uma dor (in)precisa!
invade os livros, as imagens, os sons, o tato...
permeia toda a minha criatura (in)devida,
seguindo minha jornada como um rastro.

A dor de estômago, só está começando:
espere até a monografia terminar...
até o sonho se realizar
até as aulas terminarem
até o planejamento ser cumprido
até a alimentação ficar balanceada
e os trabalhos e pesquisas concluírem...
só então a gastrite nervosa vai me deixar em paz!
será?

enquanto isso a dor de estômago me corroi, me destroi...
e sorri!