Esta noite, ouvindo Refrão de Bolero* pela milésima vez, me vem à mente àquela tarde em que eu me despedi, há tanto tempo (uma década, já?) em que eu não me arrependi com o coração na mão e nem tampouco roendo as unhas*, naquele dia eu decidi seguir, e resolvi desistir. Sim, fui eu que falei sem pensar mas, há tempos me arrependo com o coração na mão como um refrão de bolero*
De lá para cá muita coisa mudou: eu parei de beber, eu não quis mais saber de fazer Direito, eu viajei praticamente pelo Brasil inteiro, fiz amizades, conclui um curso técnico, um curso superior, me apaixonei pela universidade e de todas as coisas e pessoas que fiz/conheci por causa da faculdade...
Só que um erro assim tão vulgar nos persegue a noite inteira* e mesmo depois de 10 anos, mesmo sem me embriagar com álcool, ainda volto a pensar naquele dia, no seu perdão, na minha rebeldia sem causa, do que ficou suspenso no ar, do que não voltou mais a perdurar. Mais que a você, eu que falei sem pensar* magoei a mim e ainda não esqueci. Nem poderia. Fui sincera como não se pode ser* mas durante todos estes anos morro um pouco por causa de como agi naquele dia...
Um crime sem perdão* embora você tenha me dito que tudo passou, que me perdoou, e que o importante é que tudo mudou. Devo concordar que a situação melhorou, mas em noites como esta em que a madrugada vira dia, o silêncio se transforma em tormento, litros de lágrimas invisíveis jorram incessantes sobre meu rosto, e o barulho parece mudo. Vejo o passado passando ao fundo, incessante, sem parar para uma trégua, passa o tempo todo na memória, e quando eu penso que já passou ele retorna, e me encontra aqui, dentro de mim, em pensamentos sem fim, desfazendo o meu mundo...
Então eu penso: e se eu pudesse voltar e mudar, o que eu faria? O que eu mudaria?
O meu ou o seu instinto? O meu olhar que sempre te engana, te encanta ou o seu olhar que sempre me espanta? Ou talvez seria aquele sorvete que derreteu antes de ser consumido, que foi jogado no lixo antes de ser ingerido? ainda não sei o que eu faria, se eu fosse eu, é bem provável que eu não me preocuparia...
É o fim do mundo este dia da semana!*
Você já não existe e eu ainda me arrependo de tudo o que eu fiz, Ana...
sábado, 20 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
não dá para entender...
"Hey, mãe! Por mais que a gente cresça, há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender..."*
É... hoje eu estou com Terra de Gigantes na cabeça e a passagem supracitada faz todo o sentido para o que estou vivendo agora: a ironia é que eu não cresci, mas não é por isso que não entendo. Porque tem coisas que eu simplesmente me recuso a entender, e nem adianta tentar me convencer, me explicar detalhadamente com essa voz doce, ou ainda justificar com os melhores argumentos possíveis, porque - definitivamente - eu não vou entender:
Eles se conheceram há mais de 30 anos. Eu nem sonhava em nascer, nem nos meus melhores sonhos...
Tiveram um filho. Mas, ela foi embora, refez sua vida em outro estado, outra cidade e, ah! é claro, levou o guri, que sempre achou que o pai era o culpado de toda aquela situação, que nunca deu valor ao esforço do pai e tampouco reconheceu que pra ele chegar aonde chegou é porque também ele o ajudou... Depois de dois anos, outra mulher, outra criança, dessa vez uma menina, que num futuro não muito distante teria um filho e sentiria na pele o que o seu próprio pai passou...Mas nem assim adiantou para ela saber valorizá-lo. Mas, como eu sempre digo: cada um faz as escolhas que achar melhor, mas será eternamente responsável por elas!!!
Ele já se apresentava desacreditado, ninguém poderia pensar que ele fosse se reerguer, que ele fosse reviver. Afinal, mais uma vez, ele estava investindo num relacionamento fadado ao fracasso. Duas vezes seguidas, melhor desistir de viver a dois, segue teu caminho sozinho - o pessoal dizia... Ainda bem, que ele seguiu o coração, senão eu não estaria aqui agora para contar essa história!!!
Então....no jardim quase desértico de seu coração a flor mais linda brotou: cheia de cor, perfumando tudo ao seu redor, enfim, era o amor!!! O verdadeiro amor floresceu, cresceu e frutificou: gerou dois frutos e uma vida inteira de cumplicidade, carinho, apoio, lealdade e mais, mais amor, muito mais...
Entretanto, durante todos estes anos ele pagou pensão, para muito além do que a lei assegura, ele cumpriu muito mais do que a obrigação mandava, mesmo longe, mesmo distante, ele sempre esteve presente. E eu me recordo de todos os finais de semana que ele precisou trabalhar para sustentar as três famílias praticamente sozinho. E hoje, dá para acreditar que com 62 anos de idade ele ainda continua praticamente sustentando aquela primeira pessoa que foi embora, que teve outo relacionamento, que refez sua vida e criou o filho deles como se ele não fizesse nada?! Pois é... É disso que estou falando! É disso que eu não consigo entender. Me explica, mãe! Por que o meu pai tem que sustentar a ex-esposa dele? Será o que o filho que eles tiveram, se estivesse no lugar do meu pai, faria a mesma coisa? A minha aposta é não!
Hey mãe... Nessa terra de gigantes eu me sinto tão pequeno*
domingo, 31 de agosto de 2014
identificação...
O poema não é meu, nem poderia ser! Quem me dera pudesse escrever com tamanha maestria e sutilidade, alegria e humildade. Se fosse meu, certamente eu seria só felicidade. Mas não é. Fazer o quê? Se inspirar... Procurar uma boa fotografia e publicar, sem deixar de mencionar de quem são as mãos que produziram essa belezura. Fiquei tão emocionada, me encantei de cara! Não precisei reler para saber do que se tratava, aliás, antes de terminar a leitura eu já continuava só que agora do lado de fora do livro e do lado de dentro do meu coração. Tenho sérias dúvidas se foi feito para mim, arrogância, não? Petulância de minha parte pensar assim, mas é que me encontrei nessas linhas, nessa poesia, nessas entrelinhas...
Eu não vou mais me apequenar para caber no mundo. Não vou deixar de ir ao baile pela ausência do traje adequado e, lamento, mas daqui pra frente, nada de sorrisos disfarçados. Ah, e tem mais: eu não vou pedir desculpas pela cor dos meus sapatos.
Os meu métodos e a medida dos meus quadris são a minha identidade. Eu não vou mais ser discreta e nem varrer os sonhos pra debaixo do tapete. Eu não sou um currículo e não vou mais me esmagar pra encaixar meu corpo dentro de um uniforme. Eu não nasci de uma fôrma, de um molde. Eu tenho um nome e quero ser chamada por ele.
Eu não vou mais me acabrunhar. Não vou abrir mão da minha vez, do meu voto, do meu lugar. Nem vou mais refugiar os olhos no breu das pálpebras, quando me encaram. Eu quero mais é revidar, me agigantar, reconhecer minha sombra no chão e apreciar a dimensão e a forma que ela toma por onde passo.
Eu não vou mais terminar as coisas com pontos finais, nem vou suspender minhas declarações de amor no fundo falso do céu da boca. Não viver me deixa muito cansada. Eu não vou mais pedir licença para existir, nem vou me desculpar pelos meus vícios, pelas roupas que uso ou pela porra da cor que escolhi para os meus calçados.
A minha essência prevalece abrindo os braços, se espreguiçando, rebentando o mundo com seus centímetros a mais. Eu me recuso a andar para trás. Lagarta que se transmuta em borboleta não volta pra dentro da caixa; Menino que se infinita em luz, ninguém ofusca; Cigarra que se assume quando canta, vira canção...
(Maíra Viana Barros - O Teatro Mágico em Palavras II - Diálogos)
Arrebentação
Eu não vou mais me apequenar para caber no mundo. Não vou deixar de ir ao baile pela ausência do traje adequado e, lamento, mas daqui pra frente, nada de sorrisos disfarçados. Ah, e tem mais: eu não vou pedir desculpas pela cor dos meus sapatos.
Os meu métodos e a medida dos meus quadris são a minha identidade. Eu não vou mais ser discreta e nem varrer os sonhos pra debaixo do tapete. Eu não sou um currículo e não vou mais me esmagar pra encaixar meu corpo dentro de um uniforme. Eu não nasci de uma fôrma, de um molde. Eu tenho um nome e quero ser chamada por ele.
Eu não vou mais me acabrunhar. Não vou abrir mão da minha vez, do meu voto, do meu lugar. Nem vou mais refugiar os olhos no breu das pálpebras, quando me encaram. Eu quero mais é revidar, me agigantar, reconhecer minha sombra no chão e apreciar a dimensão e a forma que ela toma por onde passo.
Eu não vou mais terminar as coisas com pontos finais, nem vou suspender minhas declarações de amor no fundo falso do céu da boca. Não viver me deixa muito cansada. Eu não vou mais pedir licença para existir, nem vou me desculpar pelos meus vícios, pelas roupas que uso ou pela porra da cor que escolhi para os meus calçados.
A minha essência prevalece abrindo os braços, se espreguiçando, rebentando o mundo com seus centímetros a mais. Eu me recuso a andar para trás. Lagarta que se transmuta em borboleta não volta pra dentro da caixa; Menino que se infinita em luz, ninguém ofusca; Cigarra que se assume quando canta, vira canção...
(Maíra Viana Barros - O Teatro Mágico em Palavras II - Diálogos)
domingo, 24 de agosto de 2014
Enquanto durou...
Parece que foi ontem: as comunidades, os scraps, a sorte do dia, os visitantes recentes, os depoimentos...
Estive sentindo saudade até dessa esquecida e já remota rede social. Li os 8120 scraps, e foi tão bom recordar aquelas mensagens, aquele carinho, aquelas fotos, aqueles vídeos (a banda de Ricky, a banda de Edy, a homenagem do aniversário de Lari feito pela Vlady, o alô do Humberto Gessinger, feito por Ricky e Vane, a canção que Makhy cantou para mim...) foram tantas coisas boas vividas ao longo dos 10 anos dessa rede social. Foi muito bom enquanto durou, como é todo amor.
Quando criei minha primeira conta no orkut eu tinha 17 anos de idade. Uma adolescente, meio rebelde sem causa, que pensava que sabia alguma coisa da vida, quando não sabia de nada, apenas essas coisas corriqueiras que a gente aprende numa aula de história, geografia ou literatura, na escola, ou então coisas ainda mais banais como não discutir com pessoas que têm opinião divergente da minha. Se tem uma coisa que eu sempre evitei foi isso e eu aprendi bem nova, quando minha mãe dizia: "Mesmo que você esteja certa, o seu pai tem sempre razão". Depois que aprendi esse segredo de convivência nunca mais discuti com ninguém por causa de opiniões divergentes. Mesmo que eu esteja certa, a outra pessoa tem sempre razão. O que importa na verdade é mantermos as relações, mesmo sem razão. Afinal, razão é só o que eles têm*
E no orkut estabeleci muitas relações, gente do Norte, do Sul, do Brasil e de Chandigarh. O Orkut foi um espaço de convivência, de troca de confidências, experiências e carências. Ele e o Windows Live Messenger foram os meus primeiros suportes de interação social virtual. Alguns dos amigos que fiz através destes instrumentos tenho até hoje, com muito carinho, cuidado e gratidão.
Muita gente disse e dizia que amizade virtual não era real. Hoje, eu posso afirmar, contundentemente que se a gente for real e encontrarmos pessoas reais, mesmo que a amizade seja virtual, ela é real, sim!
O Orkut está prestes a ser desativado e ainda bem que outras redes sociais continuam a nos aproximar (ou afastar, dependendo do contexto) das pessoas que tanto queremos bem. Essa é só uma tentativa de dizer adeus, mas antes, uma ode às coisas boas que o Orkut me proporcionou. É, foi muto bom enquanto durou! ^^
Estive sentindo saudade até dessa esquecida e já remota rede social. Li os 8120 scraps, e foi tão bom recordar aquelas mensagens, aquele carinho, aquelas fotos, aqueles vídeos (a banda de Ricky, a banda de Edy, a homenagem do aniversário de Lari feito pela Vlady, o alô do Humberto Gessinger, feito por Ricky e Vane, a canção que Makhy cantou para mim...) foram tantas coisas boas vividas ao longo dos 10 anos dessa rede social. Foi muito bom enquanto durou, como é todo amor.
Quando criei minha primeira conta no orkut eu tinha 17 anos de idade. Uma adolescente, meio rebelde sem causa, que pensava que sabia alguma coisa da vida, quando não sabia de nada, apenas essas coisas corriqueiras que a gente aprende numa aula de história, geografia ou literatura, na escola, ou então coisas ainda mais banais como não discutir com pessoas que têm opinião divergente da minha. Se tem uma coisa que eu sempre evitei foi isso e eu aprendi bem nova, quando minha mãe dizia: "Mesmo que você esteja certa, o seu pai tem sempre razão". Depois que aprendi esse segredo de convivência nunca mais discuti com ninguém por causa de opiniões divergentes. Mesmo que eu esteja certa, a outra pessoa tem sempre razão. O que importa na verdade é mantermos as relações, mesmo sem razão. Afinal, razão é só o que eles têm*
E no orkut estabeleci muitas relações, gente do Norte, do Sul, do Brasil e de Chandigarh. O Orkut foi um espaço de convivência, de troca de confidências, experiências e carências. Ele e o Windows Live Messenger foram os meus primeiros suportes de interação social virtual. Alguns dos amigos que fiz através destes instrumentos tenho até hoje, com muito carinho, cuidado e gratidão.
Muita gente disse e dizia que amizade virtual não era real. Hoje, eu posso afirmar, contundentemente que se a gente for real e encontrarmos pessoas reais, mesmo que a amizade seja virtual, ela é real, sim!
O Orkut está prestes a ser desativado e ainda bem que outras redes sociais continuam a nos aproximar (ou afastar, dependendo do contexto) das pessoas que tanto queremos bem. Essa é só uma tentativa de dizer adeus, mas antes, uma ode às coisas boas que o Orkut me proporcionou. É, foi muto bom enquanto durou! ^^
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
lado a lado*
É só começar a respirar que ela segura firme em nossas mãos e nos segue por onde quer que a gente vá, pelo resto de nossas vidas. Até o dia em que, finalmente, ela decide nos levar, até o momento final em que ela resolve nos poupar disso que chamamos de vida, de história, de criação, de pertencimento...
A morte está aqui, do meu lado, do seu lado, desse lado, lado a lado!
Então não adianta fingir que não está nem aí, que não se importa, que para você tanto faz, que isto não significa nada, que não vai mudar nada... É, mas eu te digo, com o coração na mão como um refrão de boleros que esse dia vai chegar independente de qualquer coisa, independente de qualquer pessoa. E quando ela resolver nos levar, não vai adiantar, chorar, espernear, malhar, correr, casar, trabalhar, ficar rico, emagrecer, comprar uma casa e um carro, ter filhos... Nada disso vai adiantar! Porque quando a gente menos esperar a morte, aquela que esteve ao osso lado desde o dia do nosso nascimento, simplesmente vai apertar a nossa mão, nos puxar e finalmente, vai nos levar. Não vai mandar recado, nem pedir que o serviço seja terceirizado. Ela mesma, em carne-osso, ao vivo em em cores vai se encarregar de fazer a sua função. Até esse dia chegar, eu me pergunto: "O que terei feito para melhorar o mundo?" A verdade é que 'estamos vivos, sem motivos, que motivos temos para estar?'*
Esses dois últimos meses fui bombardeada de notas de falecimentos de pessoas admiráveis:
1. O escritor carioca, João Ubaldo Ribeiro (18/07);
2. O educador mineiro, Rubem Alves (19/07);
3. O dramaturgo, romancista paraibano, Ariano Suassuna (23/07);
4. A enfermeira baiana e amiga pessoal, Naiara Nunes (02/08);
5. A professora de Educação Física, bailarina e amiga pessoal, a baiana Iara São Paulo Luz (10/08);
6. O ator norte-americano, Robin Williams (11/08);
7. O político pernambucano, presidenciável, Eduardo Campos (13/08)
Com essas mortes, algumas, julgo injustas (embora eu saiba da minha incapacidade de julgamentos), que me fizeram pensar no quanto a morte está ao nosso lado. E nós, o que estamos fazendo para que a vida seja bem vivida? Já que todos vamos morrer, que tal viver de verdade? Viver com brilho nos olhos, sorriso nos lábios e braços acolhedores. Porque daqui não vamos levar nada além de lembranças que um dia também irão se apagar. Já que não somos eternos, vamos eternizar os momentos que passamos ao lado de pessoas que nos fazem bem, e que possamos ser exemplo para os demais seres humanos. Enfim, que sejamos felizes enquanto houver vida...
A morte está aqui, do meu lado, do seu lado, desse lado, lado a lado!
Então não adianta fingir que não está nem aí, que não se importa, que para você tanto faz, que isto não significa nada, que não vai mudar nada... É, mas eu te digo, com o coração na mão como um refrão de boleros que esse dia vai chegar independente de qualquer coisa, independente de qualquer pessoa. E quando ela resolver nos levar, não vai adiantar, chorar, espernear, malhar, correr, casar, trabalhar, ficar rico, emagrecer, comprar uma casa e um carro, ter filhos... Nada disso vai adiantar! Porque quando a gente menos esperar a morte, aquela que esteve ao osso lado desde o dia do nosso nascimento, simplesmente vai apertar a nossa mão, nos puxar e finalmente, vai nos levar. Não vai mandar recado, nem pedir que o serviço seja terceirizado. Ela mesma, em carne-osso, ao vivo em em cores vai se encarregar de fazer a sua função. Até esse dia chegar, eu me pergunto: "O que terei feito para melhorar o mundo?" A verdade é que 'estamos vivos, sem motivos, que motivos temos para estar?'*
Esses dois últimos meses fui bombardeada de notas de falecimentos de pessoas admiráveis:
1. O escritor carioca, João Ubaldo Ribeiro (18/07);
2. O educador mineiro, Rubem Alves (19/07);
3. O dramaturgo, romancista paraibano, Ariano Suassuna (23/07);
4. A enfermeira baiana e amiga pessoal, Naiara Nunes (02/08);
5. A professora de Educação Física, bailarina e amiga pessoal, a baiana Iara São Paulo Luz (10/08);
6. O ator norte-americano, Robin Williams (11/08);
7. O político pernambucano, presidenciável, Eduardo Campos (13/08)
Com essas mortes, algumas, julgo injustas (embora eu saiba da minha incapacidade de julgamentos), que me fizeram pensar no quanto a morte está ao nosso lado. E nós, o que estamos fazendo para que a vida seja bem vivida? Já que todos vamos morrer, que tal viver de verdade? Viver com brilho nos olhos, sorriso nos lábios e braços acolhedores. Porque daqui não vamos levar nada além de lembranças que um dia também irão se apagar. Já que não somos eternos, vamos eternizar os momentos que passamos ao lado de pessoas que nos fazem bem, e que possamos ser exemplo para os demais seres humanos. Enfim, que sejamos felizes enquanto houver vida...
sábado, 19 de julho de 2014
clariceando-me
Clareou o dia!
E tudo ficou mais claro depois daquela leitura...
Somente Clarice Lispector faz isso: inicia um texto com uma vírgula e o conclui com dois pontos!
Somente Clarice Lispector faz com que eu continue lendo após o término da leitura...
Somente ela faz isso comigo: me traz mais dúvidas, e por isso mesmo me torna mais humana.
Ah! Clarice, como agradecer por você continuar vivendo mesmo depois de se passarem tantos anos de sua morte? Te sinto aqui do meu lado, através de cada novo livro seu que tenho o prazer, o privilégio, e a dádiva de ler. Mais que isso, você me faz sentir mais perto de mim mesma... Definitivamente, não tenho como agradecê-la por isso. Suas palavras me fascinam, me encantam, me envolvem e me preenchem de tal modo que não sou mais eu depois que termino de ler...
Hoje sou outra. Sou por sua causa. O que eu era, ficou no passado. Não vejo a hora de ser outra de novo, renovada a partir da sua literatura, que me embriaga, me consome, me corrói, me confronta, me (re)constrói...
Clareia a minha vida, minhas veias, minha vez...
Ah! Clarice, a leitura se findou, mas a história continua a acontecer, só que agora, na minha memória.
Que poder é esse que você tem? Isso é incrível: você está viva em mim... Que honra a minha te ter aqui!!! Como você pode me compreender de tal forma, que nem eu mesma jamais pensei em conseguir?
Quando você disse: "um corpo é menor que o pensamento", você sabia que essa frase seria direcionada para mim? Será que em algum momento da sua vida, você imaginou que com suas palavras poderia mudar, moldar, modificar, mistificar uma pessoa? Pois conseguiu: eis-me aqui!
Não tenho muito o que falar - é que sentir me consome muito! - mas pela atenção que você me dá, parece me ouvir muito além do que vou contar...
Minhas únicas certezas são as dúvidas que você me fez ler:
"Viver não passa de se aproximar cada vez mais da morte".
"A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser humano".
"Estar perdida não é a verdade corriqueira mas é a irrealidade que lhe vem dar a noção de sua condição verdadeira. E a de todos".
"Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma".
"Viver é tão fora do comum que eu só vivo porque nasci".
"O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar".
"Quem é capaz de sofrer intensamente, também pode ser capaz de intensa alegria".
"A vida é tão forte que se ampara no próprio desamparo".
Clariceei-me por completo:
"Que é que eu faço, é de noite e eu estou viva. Estar viva está me matando aos poucos, e eu estou toda alerta no escuro".
E tudo ficou mais claro depois daquela leitura...
Somente Clarice Lispector faz isso: inicia um texto com uma vírgula e o conclui com dois pontos!
Somente Clarice Lispector faz com que eu continue lendo após o término da leitura...
Somente ela faz isso comigo: me traz mais dúvidas, e por isso mesmo me torna mais humana.
Ah! Clarice, como agradecer por você continuar vivendo mesmo depois de se passarem tantos anos de sua morte? Te sinto aqui do meu lado, através de cada novo livro seu que tenho o prazer, o privilégio, e a dádiva de ler. Mais que isso, você me faz sentir mais perto de mim mesma... Definitivamente, não tenho como agradecê-la por isso. Suas palavras me fascinam, me encantam, me envolvem e me preenchem de tal modo que não sou mais eu depois que termino de ler...
Hoje sou outra. Sou por sua causa. O que eu era, ficou no passado. Não vejo a hora de ser outra de novo, renovada a partir da sua literatura, que me embriaga, me consome, me corrói, me confronta, me (re)constrói...
Clareia a minha vida, minhas veias, minha vez...
Ah! Clarice, a leitura se findou, mas a história continua a acontecer, só que agora, na minha memória.
Que poder é esse que você tem? Isso é incrível: você está viva em mim... Que honra a minha te ter aqui!!! Como você pode me compreender de tal forma, que nem eu mesma jamais pensei em conseguir?
Quando você disse: "um corpo é menor que o pensamento", você sabia que essa frase seria direcionada para mim? Será que em algum momento da sua vida, você imaginou que com suas palavras poderia mudar, moldar, modificar, mistificar uma pessoa? Pois conseguiu: eis-me aqui!
Não tenho muito o que falar - é que sentir me consome muito! - mas pela atenção que você me dá, parece me ouvir muito além do que vou contar...
Minhas únicas certezas são as dúvidas que você me fez ler:
"Viver não passa de se aproximar cada vez mais da morte".
"A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser humano".
"Estar perdida não é a verdade corriqueira mas é a irrealidade que lhe vem dar a noção de sua condição verdadeira. E a de todos".
"Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma".
"Viver é tão fora do comum que eu só vivo porque nasci".
"O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar".
"Quem é capaz de sofrer intensamente, também pode ser capaz de intensa alegria".
"A vida é tão forte que se ampara no próprio desamparo".
Clariceei-me por completo:
"Que é que eu faço, é de noite e eu estou viva. Estar viva está me matando aos poucos, e eu estou toda alerta no escuro".
quinta-feira, 10 de julho de 2014
na balança...
Quem vê capa, não vê conteúdo;
Quem vê cara, não vê coração.
Quem olhar para esse título vai pensar que vou falar de fórmulas mágicas para emagrecer. Mas não. Não mesmo: errou feio, não passou perto, nem de longe... Não só porque eu não acredito nessas mágicas, mas, principalmente porque a palavra "balança" não significa apenas um aparelho para medir massa corpórea.
Junho se foi,
O show do Humberto Gessinger foi marcante: músicas antigas e atuais, fazendo rima, fazendo sentido, me fazendo entrar no clima e continuar extasiada até hoje! Que momento comprazido! Nem deu tempo de lembrar do São João...
Mas, como assim? Se a melhor época do ano para mim é a festa junina, por que eu não me importei com o São João desta vez? Ahhh, claro: não foi só culpa do HG, embora eu ainda esteja inebriada com as canções e as emoções apresentadas no palco pelo genial 1berto. Mas, o fato é que as pessoas que eu mais amo no mundo estavam comigo, e com elas eu esqueço até do que é bom, porque na verdade, o bom mesmo é estar com elas. Então, espero que você me entenda Gessinger quando eu me virei de costas para abraçar meu namorado. Eu sei que o show é seu, todas as atenções devem ser para você, mas sabe como é, as pessoas que estão com a gente lado a lado, são elas que devem receber de nós total atenção. Grata pela sua compreensão, no meu lugar, tenho certeza que você faria igual (:
A tal da #copadascopas já está prestes a se findar, e sem o Brasil estar na final, que lástima! A Alemanha sapecou Brasil e Portugal: colônia e metrópole continuam com vínculos inseparáveis até no futebol... Brasileiros com a baixa estima mais pontual da história. Copa das copas o escambau! Revolta geral! E o problema não é porque não soubemos perder, o problema maior é que não soubemos jogar ¬¬
E por aqui, muitos planos, muitos sonhos,
há uma enxurrada de sentimentos dentro de mim;
Um oceano de expectativas e dúvidas sem fim...
Mas, é isso aí: vou acumulado tudo que estou vivendo daqui.
Fazendo um balanço desse mês que passou
percebo que tudo valeu
e o que não aconteceu
julho promete o céu
E o céu é só uma promessa*
O que eu quero, não pode ser medido numa balança
Mas eu quero sem pressa e pra sempre*
Espero que na próxima balança, o balanço esteja mais solto,
a alma mais leve...
emagrecer é só um detalhe:
ser feliz é que é o milagre!!! ;)
Quem vê cara, não vê coração.
Quem olhar para esse título vai pensar que vou falar de fórmulas mágicas para emagrecer. Mas não. Não mesmo: errou feio, não passou perto, nem de longe... Não só porque eu não acredito nessas mágicas, mas, principalmente porque a palavra "balança" não significa apenas um aparelho para medir massa corpórea.
Junho se foi,
O show do Humberto Gessinger foi marcante: músicas antigas e atuais, fazendo rima, fazendo sentido, me fazendo entrar no clima e continuar extasiada até hoje! Que momento comprazido! Nem deu tempo de lembrar do São João...
Mas, como assim? Se a melhor época do ano para mim é a festa junina, por que eu não me importei com o São João desta vez? Ahhh, claro: não foi só culpa do HG, embora eu ainda esteja inebriada com as canções e as emoções apresentadas no palco pelo genial 1berto. Mas, o fato é que as pessoas que eu mais amo no mundo estavam comigo, e com elas eu esqueço até do que é bom, porque na verdade, o bom mesmo é estar com elas. Então, espero que você me entenda Gessinger quando eu me virei de costas para abraçar meu namorado. Eu sei que o show é seu, todas as atenções devem ser para você, mas sabe como é, as pessoas que estão com a gente lado a lado, são elas que devem receber de nós total atenção. Grata pela sua compreensão, no meu lugar, tenho certeza que você faria igual (:
A tal da #copadascopas já está prestes a se findar, e sem o Brasil estar na final, que lástima! A Alemanha sapecou Brasil e Portugal: colônia e metrópole continuam com vínculos inseparáveis até no futebol... Brasileiros com a baixa estima mais pontual da história. Copa das copas o escambau! Revolta geral! E o problema não é porque não soubemos perder, o problema maior é que não soubemos jogar ¬¬
E por aqui, muitos planos, muitos sonhos,
há uma enxurrada de sentimentos dentro de mim;
Um oceano de expectativas e dúvidas sem fim...
Mas, é isso aí: vou acumulado tudo que estou vivendo daqui.
Fazendo um balanço desse mês que passou
percebo que tudo valeu
e o que não aconteceu
julho promete o céu
E o céu é só uma promessa*
O que eu quero, não pode ser medido numa balança
Mas eu quero sem pressa e pra sempre*
Espero que na próxima balança, o balanço esteja mais solto,
a alma mais leve...
emagrecer é só um detalhe:
ser feliz é que é o milagre!!! ;)
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