domingo, 5 de outubro de 2014

breve lucidez/insensatez

Neste ano estive mais sóbria que de costume.
Desde o carnaval: fiz questão de não torcer para nenhuma escola de samba, na verdade eu estava indiferente. (Pra ser sincera, diga-se de passagem, a única escola que eu quero ver sempre campeã é a escola pública). Voltando, eu já não sou fã do carnaval mesmo, nem foi tão difícil não me importar.
Fui sensata. Votei branco!


Na copa do mundo, realizada em meu país, eu não estava nem aí: claro que assisti aos jogos e sofri muito vendo minha seleção jogando (diga-se de passagem, bem desastrosamente) mas, não vibrei como em outras copas do mundo. Sem falar daquela vitória da Alemanha, que eu senti como se fosse um balde de água gelada, como naquele desafio lançado (diga-se de passagem, desnecessário) do balde de gelo.

Mas, então a eleição chegou. E eu estava convicta a votar pela primeira vez (diga-se de passagem) em branco. Pois é... eu que, na eleição passada, votei e vibrei com a vitória da presidente Dilma Rousseff, fiquei decepcionada com o andamento do governo. Sim, eu reconheço as melhorias, as inúmeras melhorias não só em relação à moradia ou à educação, mas principalmente por ver direitos básicos sendo garantidos. E, confesso: é bom demais ver o pobre não sendo mais tão miserável. Com a oportunidade de enfim, viver. Lembro como se fosse agora da propaganda eleitoral de Lula: "no meu governo vou garantir que as famílias tenham pelo menos as três refeições básicas". E isso foi cumprido. Porém, quando eu votei no PT desde a eleição de 2006, eu imaginei que seria um governo de transparência. Mais que isso, um governo em que as pessoas pudessem além de ter poder de compra, além de conseguir ascender economicamente, além de poder viver de forma mais digna, que também pudessem ter consciência crítica, autonomia, autoria, emancipação intelectual. Eu sei: se a gente não comer, é impossível viver. Mas, era preciso avançar mais. Eu não vou nem citar a questão do mensalão. Não é por nada não, até porque eu não sou a Revista Veja para ser "imparcial" e tudo o que eu escrevo ou sinto, ou que eu já senti, ou eu sentirei. Então, sempre vou escrever a partir do que sinto e eu tenho total convicção de que nos governos anteriores ao PT, o que houve de quadrilha, de rouba monte e de sujeira debaixo do pano que ninguém, nem mídia nenhuma se deu o trabalho de apurar ou publicar, existiu e até hoje nunca se puniu ninguém. Mas, isso não convém falar, né?!
Eu iria votar branco... Num lapso de lucidez completa.

Após a leitura da obra de José Saramago, Ensaio sobre a Lucidez, fiquei decidida a votar em branco. Não queria o retrocesso, a volta do PSDB. Isso eu já sabia: Aécio, never! Por outro lado, queria mudar. As manifestações de junho de 2013 me mostraram que tinha muita coisa no governo do PT que estava fora do lugar, que tinha muita coisa ainda para melhorar. Por sua vez, a outra candidata parecia mais uma bola de ping-pong, eu não conseguia entender o que ela realmente queria.

Porém, meu estado de lucidez foi breve.

Sem querer, querendo, assisti uma entrevista da Luciana Genro e me encantei com as propostas dela. Com sua visão de mundo, sua confiança e determinação. Se ela fosse nordestina eu diria que ela é uma mulher muito da retada, que não leva desaforo pra casa e que bota qualquer um com a cara no chão, apenas usando sua sensatez, inteligência, perspicácia e "sangue no olho". Eu sabia que ela não teria chances, já que veio de um partido nanico, sem muita expressão. Que pena! A mesma utopia que ela se referia, era a mesma que eu queria ver acontecer.
Se eu votei com a razão ou com o coração, eu não sei.
Só sei que Luciana Genro tem toda a minha admiração. E não é só porque ela queria a criminalização da discriminação contra LGBT e implantação de políticas concretas de combate à homofobia. Mas, principalmente, porque ela tem a mesma visão de socialismo que eu tenho. Quando eu votei nela e em todos os seus candidatos do PSOL, lembrei das aulas de sociologia na faculdade, lembrei dos textos que li e de alguns que escrevi, lembrei dos meus alunos das escolas públicas do interior da Bahia, lembrei das manifestações de junho de 2013. Enfim, lembrei que falta tanta coisa ainda para se construir o Brasil que eu gostaria de ver e de viver...
Contudo, não vai ser dessa vez. Mesmo assim, estou feliz com a minha insensatez! Mais que a doçura de ver acontecer, é ter esperança recheada de acidez.






terça-feira, 23 de setembro de 2014

arco-íris

O mundo é meu. O mundo é teu. O mundo é nosso. É tudo nosso!!!
Esse sorriso, esse olhar, esse céu azul e esse sol escaldante. É tudo nosso!!!
Pertencemos à mesma família, embora eu prefira suco de laranja e você... suco de limão?
Temos gostos tão parecidos, ideias tão distintas e sinceridade mútua... eu e você e o mundo ao nosso redor! Sabe essas pessoas aqui do lado? São iguaizinhas a nós, à mim e à você: porque elas também têm sonhos, frustrações, desejos, vontades e esse mesmo querer nosso de ser feliz, de completar, de nos libertar, de se emancipar...
"O mundo é teu até o final, pra sempre e em tempo real..."*
Tenho a impressão que passei a vida inteira para chegar até aqui só para te ver sorrir: o mundo é nosso, é tudo nosso!!! Estamos aqui para que, afinal? Para quem? para mim, para você ou por nós? Esse alimento que nos nutre, essa energia que nos une, esse mundo ao qual pertencemos... é por isso que estamos aqui!!! é para isso que estamos vivendo!!!
Então, não quero ter medo de abrir os olhos e ver a chuva cair... Não quero ter medo de pegar em sua mão e dizer: "vamos, estou aqui!" Não quero ter medo de sentir o cheiro de terra molhada e nem de caminhar ao seu lado. Não quero ter medo de comer para não engordar. Não quero ter medo de te abraçar. Como diria a canção: "não desista de quem desistiu, do amor que move tudo aqui, jogue bola, cante uma canção, aperte a minha mão..."*
Quero viver! Quero estar com você, por você, para você, com você! Sabe esse globo terrestre que nos abriga? Foi ele que uniu? Ele é nosso. É tudo nosso! Não tenha medo de sorrir, de dizer o que deve ser dito, nem medo de sentir o que eu também estou sentindo. O sentimento é nosso. É tudo nosso! Até esse sorriso singelo e iluminador que você tem, até ele, é nosso!
O mesmo sol que me aquece, é o mesmo que te ilumina. A mesma lua que brilha é a mesma que eu vi na trilha da tua vida... O mesmo alimento que te sacia é o mesmo que me embriaga e contagia. E neste momento já não reconheço mais o que é para saborear, o que é para ver, nem tampouco o que é para sentir. No final das contas, o que faz sentido para mim é só estar com você, fazer você perceber, que a gente também precisa viver!!!
Como diria a canção: "corre risco teu sorriso, corre atrás do prejuízo...final"
Não sei se o texto deveria ser cinza* ou se seria melhor contemplado com o amanhã colorido*
Só você para me dizer isso...

Mas olha aquilo: você viu o mesmo que eu vi?

Parece um arco-íris!!! ^^

sábado, 20 de setembro de 2014

Arrependimento ou enclausuramento

Esta noite, ouvindo Refrão de Bolero* pela  milésima vez, me vem à mente àquela tarde em que eu me despedi, há tanto tempo (uma década, já?) em que eu não me arrependi com o coração na mão e nem tampouco roendo as unhas*, naquele dia eu decidi seguir, e resolvi desistir. Sim, fui eu que falei sem pensar mas, há tempos me arrependo com o coração na mão como um refrão de bolero*
De lá para cá muita coisa mudou: eu parei de beber, eu não quis mais saber de fazer Direito, eu viajei praticamente pelo Brasil inteiro, fiz amizades, conclui um curso técnico, um curso superior, me apaixonei pela universidade e de todas as coisas e pessoas que fiz/conheci por causa da faculdade...
Só que um erro assim tão vulgar nos persegue a noite inteira* e mesmo depois de 10 anos, mesmo sem me embriagar com álcool, ainda volto a pensar naquele dia, no seu perdão, na minha rebeldia sem causa, do que ficou suspenso no ar, do que não voltou mais a perdurar. Mais que a você, eu que falei sem pensar* magoei a mim e ainda não esqueci. Nem poderia. Fui sincera como não se pode ser* mas durante todos estes anos morro um pouco por causa de como agi naquele dia...
Um crime sem perdão* embora você tenha me dito que tudo passou, que me perdoou, e que o importante é que tudo mudou. Devo concordar que a situação melhorou, mas em noites como esta em que a madrugada vira dia, o silêncio se transforma em tormento, litros de lágrimas invisíveis jorram incessantes sobre meu rosto, e o barulho parece mudo. Vejo o passado passando ao fundo, incessante, sem parar para uma trégua, passa o tempo todo na memória, e quando eu penso que já passou ele retorna, e me encontra aqui, dentro de mim, em pensamentos sem fim, desfazendo o meu mundo...
Então eu penso: e se eu pudesse voltar e mudar, o que eu faria? O que eu mudaria?
O meu ou o seu instinto? O meu olhar que sempre te engana, te encanta ou o seu olhar que sempre me espanta? Ou talvez seria aquele sorvete que derreteu antes de ser consumido, que foi jogado no lixo antes de ser ingerido? ainda não sei o que eu faria, se eu fosse eu, é bem provável que eu não me preocuparia...

É o fim do mundo este dia da semana!*
Você já não existe e eu ainda me arrependo de tudo o que eu fiz, Ana...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

não dá para entender...

"Hey, mãe! Por mais que a gente cresça, há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender..."*

É... hoje eu estou com Terra de Gigantes na cabeça e a passagem supracitada faz todo o sentido para o que estou vivendo agora: a ironia é que eu não cresci, mas não é por isso que não entendo. Porque tem coisas que eu simplesmente me recuso a entender, e nem adianta tentar me convencer, me explicar detalhadamente com essa voz doce, ou ainda justificar com os melhores argumentos possíveis, porque -  definitivamente - eu não vou entender: 

Eles se conheceram há mais de 30 anos. Eu nem sonhava em nascer, nem nos meus melhores sonhos...
Tiveram um filho. Mas, ela foi embora, refez sua vida em outro estado, outra cidade e, ah! é claro, levou o guri, que sempre achou que o pai era o culpado de toda aquela situação, que nunca deu valor ao esforço do pai e tampouco reconheceu que pra ele chegar aonde chegou é porque também ele o ajudou... Depois de dois anos, outra mulher, outra criança, dessa vez uma menina, que num futuro não muito distante teria um filho e sentiria na pele o que o seu próprio pai passou...Mas nem assim adiantou para ela saber valorizá-lo. Mas, como eu sempre digo: cada um faz as escolhas que achar melhor, mas será eternamente responsável por elas!!! 
Ele já se apresentava desacreditado, ninguém poderia pensar que ele fosse se reerguer, que ele fosse reviver. Afinal, mais uma vez, ele estava investindo num relacionamento fadado ao fracasso. Duas vezes seguidas, melhor desistir de viver a dois, segue teu caminho sozinho - o pessoal dizia... Ainda bem, que ele seguiu o coração, senão eu não estaria aqui agora para contar essa história!!!
Então....no jardim quase desértico de seu coração a flor mais linda brotou: cheia de cor, perfumando tudo ao seu redor, enfim, era o amor!!! O verdadeiro amor floresceu, cresceu e frutificou: gerou dois frutos e uma vida inteira de cumplicidade, carinho, apoio, lealdade e mais, mais amor, muito mais...
Entretanto, durante todos estes anos ele pagou pensão, para muito além do que a lei assegura, ele cumpriu muito mais do que a obrigação mandava, mesmo longe, mesmo distante, ele sempre esteve presente. E eu me recordo de todos os finais de semana que ele precisou trabalhar para sustentar as três famílias praticamente sozinho. E hoje, dá para acreditar que com 62 anos de idade ele ainda continua praticamente sustentando aquela primeira pessoa que foi embora, que teve outo relacionamento, que refez sua vida e criou o filho deles como se ele não fizesse nada?! Pois é... É disso que estou falando! É disso que eu não consigo entender. Me explica, mãe! Por que o meu pai tem que sustentar a ex-esposa dele? Será o que o filho que eles tiveram, se estivesse no lugar do meu pai, faria a mesma coisa? A minha aposta é não!

Hey mãe... Nessa terra de gigantes eu me sinto tão pequeno*



domingo, 31 de agosto de 2014

identificação...

O poema não é meu, nem poderia ser! Quem me dera pudesse escrever com tamanha maestria e sutilidade, alegria e humildade. Se fosse meu, certamente eu seria só felicidade. Mas não é. Fazer o quê? Se inspirar... Procurar uma boa fotografia e publicar, sem deixar de mencionar de quem são as mãos que produziram essa belezura. Fiquei tão emocionada, me encantei de cara! Não precisei reler para saber do que se tratava, aliás, antes de terminar a leitura eu já continuava só que agora do lado de fora do livro e do lado de dentro do meu coração. Tenho sérias dúvidas se foi feito para mim, arrogância, não? Petulância de minha parte pensar assim, mas é que me encontrei nessas linhas, nessa poesia, nessas entrelinhas...



Arrebentação

Eu não vou mais me apequenar para caber no mundo. Não vou deixar de ir ao baile pela ausência do traje adequado e, lamento, mas daqui pra frente, nada de sorrisos disfarçados. Ah, e tem mais: eu não vou pedir desculpas pela cor dos meus sapatos.

Os meu métodos e a medida dos meus quadris são a minha identidade. Eu não vou mais ser discreta e nem varrer os sonhos pra debaixo do tapete. Eu não sou um currículo e não vou mais me esmagar pra encaixar meu corpo dentro de um uniforme. Eu não nasci de uma fôrma, de um molde. Eu tenho um nome e quero ser chamada por ele.

Eu não vou mais me acabrunhar. Não vou abrir mão da minha vez, do meu voto, do meu lugar. Nem vou mais refugiar os olhos no breu das pálpebras, quando me encaram. Eu quero mais é revidar, me agigantar, reconhecer minha sombra no chão e apreciar a dimensão e a forma que ela toma por onde passo.

Eu não vou mais terminar as coisas com pontos finais, nem vou suspender minhas declarações de amor no fundo falso do céu da boca. Não viver me deixa muito cansada. Eu não vou mais pedir licença para existir, nem vou me desculpar pelos meus vícios, pelas roupas que uso ou pela porra da cor que escolhi para os meus calçados.

A minha essência prevalece abrindo os braços, se espreguiçando, rebentando o mundo com seus centímetros a mais. Eu me recuso a andar para trás. Lagarta que se transmuta em borboleta não volta pra dentro da caixa; Menino que se infinita em luz, ninguém ofusca; Cigarra que se assume quando canta, vira canção...

                                                 (Maíra Viana Barros - O Teatro Mágico em Palavras II - Diálogos)

domingo, 24 de agosto de 2014

Enquanto durou...

Parece que foi ontem: as comunidades, os scraps, a sorte do dia, os visitantes recentes, os depoimentos...
Estive sentindo saudade até dessa esquecida e já remota rede social. Li os 8120 scraps, e foi tão bom recordar aquelas mensagens, aquele carinho, aquelas fotos, aqueles vídeos (a banda de Ricky, a banda de Edy, a homenagem do aniversário de Lari feito pela Vlady, o alô do Humberto Gessinger, feito por Ricky e Vane, a canção que Makhy cantou para mim...) foram tantas coisas boas vividas ao longo  dos 10 anos dessa rede social. Foi muito bom enquanto durou, como é todo amor.
Quando criei minha primeira conta no orkut eu tinha 17 anos de idade. Uma adolescente, meio rebelde sem causa, que pensava que sabia alguma coisa da vida, quando não sabia de nada, apenas essas coisas corriqueiras que a gente aprende numa aula de história, geografia ou literatura, na escola, ou então coisas ainda mais banais como não discutir com pessoas que têm opinião divergente da minha. Se tem uma coisa que eu sempre evitei foi isso e eu aprendi bem nova, quando minha mãe dizia: "Mesmo que você esteja certa, o seu pai tem sempre razão". Depois que aprendi esse segredo de convivência nunca mais discuti com ninguém por causa de opiniões divergentes. Mesmo que eu esteja certa, a outra pessoa tem sempre razão. O que importa na verdade é mantermos as relações, mesmo sem razão. Afinal, razão é só o que eles têm*
E no orkut estabeleci muitas relações, gente do Norte, do Sul, do Brasil e de Chandigarh. O Orkut foi um espaço de convivência, de troca de confidências, experiências e carências. Ele e o Windows Live Messenger foram os meus primeiros suportes de interação social virtual. Alguns dos amigos que fiz através destes instrumentos tenho até hoje, com muito carinho, cuidado e gratidão.
Muita gente disse e dizia que amizade virtual não era real. Hoje, eu posso afirmar, contundentemente que se a gente for real e encontrarmos pessoas reais, mesmo que a amizade seja virtual, ela é real, sim!
O Orkut está prestes a ser desativado e ainda bem que outras redes sociais continuam a nos aproximar (ou afastar, dependendo do contexto) das pessoas que tanto queremos bem. Essa é só uma tentativa de dizer adeus, mas antes, uma ode às coisas boas que o Orkut me proporcionou. É, foi muto bom enquanto durou! ^^

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

lado a lado*

É só começar a respirar que ela segura firme em nossas mãos e nos segue por onde quer que a gente vá, pelo resto de nossas vidas. Até o dia em que, finalmente, ela decide nos levar, até o momento final em que ela resolve nos poupar disso que chamamos de vida, de história, de criação, de pertencimento...
A morte está aqui, do meu lado, do seu lado, desse lado, lado a lado!
Então não adianta fingir que não está nem aí, que não se importa, que para você tanto faz, que isto não significa nada, que não vai mudar nada... É, mas eu te digo, com o coração na mão como um refrão de boleros que esse dia vai chegar independente de qualquer coisa, independente de qualquer pessoa. E quando ela resolver nos levar, não vai adiantar, chorar, espernear, malhar, correr, casar, trabalhar, ficar rico, emagrecer, comprar uma casa e um carro, ter filhos... Nada disso vai adiantar! Porque quando a gente menos esperar a morte, aquela que esteve ao osso lado desde o dia do nosso nascimento, simplesmente vai apertar a nossa mão, nos puxar e finalmente, vai nos levar. Não vai mandar recado, nem pedir que o serviço seja terceirizado. Ela mesma, em carne-osso, ao vivo em em cores vai se encarregar de fazer a sua função. Até esse dia chegar, eu me pergunto: "O que terei feito para melhorar o mundo?" A verdade é que 'estamos vivos, sem motivos, que motivos temos para estar?'*
Esses dois últimos meses fui bombardeada de notas de falecimentos de pessoas admiráveis:
1. O escritor carioca, João Ubaldo Ribeiro (18/07);
2. O educador mineiro, Rubem Alves (19/07);
3. O dramaturgo, romancista paraibano, Ariano Suassuna (23/07);
4. A enfermeira baiana e amiga pessoal, Naiara Nunes (02/08);
5. A professora de Educação Física, bailarina e amiga pessoal, a baiana Iara São Paulo Luz (10/08);
6. O ator norte-americano, Robin Williams (11/08);
7. O político pernambucano, presidenciável, Eduardo Campos (13/08)

Com essas mortes, algumas, julgo injustas (embora eu saiba da minha incapacidade de julgamentos), que me fizeram pensar no quanto a morte está ao nosso lado. E nós, o que estamos fazendo para que a vida seja bem vivida? Já que todos vamos morrer, que tal viver de verdade? Viver com brilho nos olhos, sorriso nos lábios e braços acolhedores. Porque daqui não vamos levar nada além de lembranças que um dia também irão se apagar. Já que não somos eternos, vamos eternizar os momentos que passamos ao lado de pessoas que nos fazem bem, e que possamos ser exemplo para os demais seres humanos. Enfim, que sejamos felizes enquanto houver vida...